Há alguns meses, um síndico profissional ligou para a seuConsumo pedindo o cancelamento do serviço de submedição.

Um morador da área de TI tinha comprado um equipamento na China e, de forma rudimentar, conseguiu fazer sozinho a leitura dos medidores instalados no prédio. Cancelamos. Sem drama, sem contrato prendendo ninguém. Foi simples porque é assim que a gente trabalha: nenhum cliente fica com a gente por estar preso.

A ligação de volta


Um mês depois, o mesmo síndico ligou de novo — mas com um pedido diferente. O morador continuaria fazendo as leituras, só que agora disponibilizaria uma API para a seuConsumo. A gente ficaria com o resto: aplicar a regra de precificação, rodar o billing, emitir as invoices todo mês e integrar com a plataforma de cobrança que o condomínio já usava.
Topamos.

Interoperabilidade não é discurso, é decisão de arquitetura


Essa história resume bem uma coisa que levamos a sério na seuConsumo: interoperabilidade não é algo que a gente promete no papel, é uma escolha técnica que fizemos desde o início. Praticamente todos os nossos projetos de submedição rodam sobre medidores que se comunicam via wM-Bus, seguindo o padrão OMS. Isso significa que o dado é do condomínio, não nosso — e se um dia o cliente quiser ler por outro caminho, ele pode. Uma plataforma boa precisa ser capaz de ler qualquer tecnologia, não só a que ela mesma instalou.

Ler o medidor é só 30% do trabalho


Mas esse episódio também confirmou uma coisa que a gente sabe há anos e que o mercado ainda subestima: ler o medidor é, no máximo, 30% do trabalho. O resto — billing correto, invoicing, integração com o sistema de cobrança que o condomínio já usa — é a parte que dá trabalho de verdade, e é onde as coisas quebram mesmo quando o medidor funciona perfeitamente e a arquitetura técnica é sólida. Foi exatamente esse pedaço que o síndico não conseguiu resolver sozinho, mesmo depois de resolver a leitura.

O que isso tem a ver com o nosso churn de 0,3%


Talvez seja por isso que o churn da seuConsumo nunca passou de 0,3%. A gente não persegue esse número com desconto ou fidelização forçada. Ele vem de um jeito de pensar o negócio: entregar muito mais valor do que o custo do serviço, sem prender ninguém em contrato.